I’m starting to really really dive in with my canon EOS 600D. And after some desperation, I’ve managed to work a little bit with photoshop CS6. I wanna take pictures and more pictures! Got some ideas…can’t wait for tomorrow!
Olhou-se ao espelho. Viu que estava horrível. Horrível já ela se sentia há muito tempo, mas não tinha noção da vermelhidão dos seus olhos, esbugalhados e encovados ao mesmo tempo, cansados de estar vivos por noites a fio, horas e horas sem fechar. A cara tinha marcas permanentes de problemas de acne, que seriam momentâneas não tivesse ela espremido cada erupção que lhe nascia na pele sardenta. Um rabo-de-cavalo coroava-lhe a cabeça, feito à pressa, três noites atrás, quando sentiu os fios de cabelo oleosos a incomodarem-lhe as horas mal dormidas. Os lábios inchados. Porquê? Não sabia explicar. Talvez pelas mordidas que conferia a si própria, num desses acessos de raiva em que se auto insultava, mentalmente, resquício de uma pré-adolescência e adolescência mal resolvidas. Olhou-se ao espelho. Viu que estava horrível. Horrível já ela se sentia há muito tempo…
Lavou a cara e os dentes. O sabor agridoce da pasta com flúor trouxe-lhe à memória os shots das noites universitárias, regadas a excessos, tão distantes agora. Despiu a t-shirt que fazia publicidade a um stand qualquer e os boxers velhos do pai, que a mãe queria deitar fora. Tomou um duche. Não demorou muito tempo. Sabia que se concedesse ao seu cérebro mais do que uns minutos debaixo dos jatos de água quente ele se iria afogar em memórias, e histórias mal contadas. Mais histórias inventadas do que mal contadas. Sonhos que não se chegaram a concretizar e ilusões que a elevaram a um ponto de onde a queda foi maior. Majestosa também. Para ela as quedas sem grandes alaridos, ocas e secas, eram majestosas.
Foi assim a queda dela. Na altura não chorou, não sofreu, não sentiu nenhum aperto no estômago ou talo na garganta. Não sentiu qualquer tipo de detioração física ou psicológica. Não sentiu nada, na altura. Não lhe ficaram marcas no impacto, só depois, e ela tinha a certeza que iria carregar as mazelas durante o resto da sua vida. Ia ser como o pé torcido das avós e das vizinhas criadas nas aldeias, ia doer sempre que estivesse para chover.
Dizia que tinha idade para arcar com as consequências dos seus atos e não se arrepender da decisão tomada. Dizia, não fazia. Mas só ela sabia disso. Todos os outros, chegados ou distantes, tinham direito a um espetáculo meticuloso, diariamente aperfeiçoado, onde julgavam ver a prática da sua teoria. Bom teatro! Mas apenas teatro…
O nome dela não importa. A história seria a mesma. Podia chamar-se Nádia, Matilde, Ana ou Carla. Na realidade tinha preferido que a tivessem chamado Nádia, Matilde, Ana ou Carla. Mas não. Chamaram-lhe Penélope. Como a cruz, não a atriz, nem o nome, mas como aquela que carregava havia exatamente 16 dias e 16 noites. Ela sabia, porque tinha contado, a Penélope.
A genética tinha-a abençoado com um cabelo liso e facilmente domável, de modo que o secou e penteou através de manobras desleixadas. Voltou a olhar-se ao espelho. Não estava tão horrível como dantes. E isso fê-la sentir-se menos horrível. Antes que o sentimento lhe escapasse da alma como o suor do corpo, levando-a a questionar-se se realmente tinha acontecido ou não passava de um devaneio colateral, o telefone tocou.
O visor deixava antever uma conversa leviana, e essas em especial exigiam mais dela do que as profundas, aquelas que já quase ninguém tinha a não ser consigo mesmo. Respirou fundo e preparou a voz bem-disposta em falsete que aprendera a fazer, por necessidade própria, ao longo dos anos. Estava na altura do espetáculo.
Catarina Vilas Boas
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
| — | Fernando Pessoa |
You know how there are people in your life that you will always remeber and forgive no matter what because they are like landmarks that you know made you the person you are today?
I have a few. Two of them are friends, one of them is family, one is more like an asshole and the other two are…teachers. Yup, not afraid to say it. I had two teachers that were, to me, far grander to be confined to my classe room.
One of them is a tough love journalist that almost made me cry and wanna kill him just beacause he does not know any other way to show people he cares than to criticise them. Nonetheless, when he prayed a complement it was like God himself has come to earth to tell you “You’re fucking good, brother”.
The other one is more gentle and sweet.. A gentleman journalist! Yeah, that’s it. Less ostentive, and more like “Ok, you suck, but lets talk about that in private, no one needs to know but you, cause no one can mend it but you”.
And just like that they made themselfs landmarks in this journey that is my life. I’ve learned, I’m still learning and they are now one of the few entities i can believe and relie with my eyes closed and the (not so often to happen) belief that i’m not always right!
They beggun in class rooms and they ended up in my conscience. They’re my teachers for life.
A broken heart is nothing but your own fault. You’re the one who builted high hopes and dreams on a common future that only you thought about. You’re the one who builted a fantasy world for you two. You’re the one who gave him the power to make you suffer with his absence, to make you miss him, to make you out of breath and with so much pain that you can hardly think, to make you cry… You did that to yourself. No one can break your heart but yourself. No one has that power. You’re the one to blame.
You have put yourself between a bullet and a target.




